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Cábulas para a Web

March 5th, 2009 No comments

logo_addedbytesUma referência para cábulas (cheatsheets) sobre HTML, CSS, Javascript, ASP, PHP, etc.  disponível em http://www.addedbytes.com/.

Vale a pena baixar as imagens das cábulas: são simples, bem organizadas e especialmente úteis quando temos que saltar duma matéria a outra e não queremos ter que consultar constantemente os manuais de ajuda online e livros.

Os parabéns vão para Dave Child, autor dessas cábulas.

A Nuvem

December 18th, 2008 No comments

… bem, não exactamente … The Cloud.

Estive a ler uns artigos sobre a experiência duma empresa na migração dos seus sistemas para os serviços da Amazon AWS (Amazon Web Services): S3 (Simple Storage Service) e EC2 (Elastic Cloud Computing).

A empresa Helpstream oferece uma solução de Helpdesk aos seus clientes e mantinha os seus próprios servidores, uma prática habitual e aceite universalmente. Como a crise é para (quase?) todos, reavaliaram a sua situação e analisaram a oferta de serviços feita pela Amazon, que acharam muito competitiva.

Coisas a destacar:

  • Apesar de se decidir pela Amazon, mantiveram outras opções em aberto para o caso de as coisas não correrem tão bem
  • O processo foi gradual, executando cada passo individualmente, confirmando, e só depois passar para a seguinte acção
  • Todo o processo foi executado sem falar com pessoal da Amazon
  • A escolha dum fornecedor como Amazon foi feita tendo em conta que não haveria conflito de interesses (isto é: a Amazon não oferecer serviços que competissem directamente com a Helpstream)

A empresa começou por fazer alguns testes no sistema e passou a realizar cópias de segurança para o serviço S3. Rápido e limpo e eficiente em termos de custo, com o benefício adicional de que os dados são automaticamente distribuídos entre centros em diferentes localizações físicas.

O seguinte passo foi mover muita da documentação em bases de dados e anexos de correios também para o S3. As bases de dados locais ficaram muito mais rápidas.

Finalmente, os serviços dos próprios servidores foram replicados no EC2 e foram transferindo clientes para lá progressivamente.

A conclusão deste processo levou a reduções significativas nos custos de manutenção de IT e numa redução da carga de trabalho. Houve ainda um benefício inesperado, que os clientes acharam que o serviço era mais rápido do que antigamente.

Vamos ver se esta tendência de usar The Cloud para fornecer os serviços se consolida ou não.

O grande medo de mudar para The Cloud é a perda de controlo sobre os sistemas e dados, e de que se todo o negócio fica dependente dos poucos fios pelos quais circulam os dados. Um corte nesse fio e ficamos sem empresa.

Por outro lado, se os custos que conseguimos cortar realmente ajudam a empresa a avançar de forma significativa, pode ser uma vantagem competitiva (poderão ser elaborados planos de contingência razoáveis?).

Se em lugar de falar de serviços informáticos estivéssemos a falar da electricidade, faz mais sentido dependermos de empresas fornecedoras de elctricidade com grandes geradores (nucleares, barragens, etc) que ocasionalmente podem falhar, ou cada casa e empresa ter o seu próprio gerador individual, caro, pouco eficiente mas próprio e controlado?

Duvido que alguém discuta os benefícios de ter uma empresa que nos fornece a electricidade sem ter que nos preocupar com isso. Temos uma factura a final de mês e acabou. Para alguns particulares e empresas, pode fazer sentido ter um gerador individual, que permita manter, se não todos, parte dos serviços activos no caso da falha do nosso fornecedor.

Se seguirmos este modelo, faria sentido a mudança dos serviços para The Cloud, e aceitar como facto da vida que pontualmente teremos interrupções nesse serviço. Poderíamos avaliar os custos e determinar se justifica ter um sistema redundante para essas situações.

O tempo dirá.

Os artigos originais podem ser lidos aqui:

http://blogs.zdnet.com/BTL/?p=11275

http://smoothspan.wordpress.com/2008/12/08/one-week-later-on-amazon-web-services/

http://corpblog.helpstream.biz/helpstream-blog/2008/12/8/one-week-later-on-amazon-web-services.html

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Partilhar documentos via Web

December 7th, 2008 No comments

Recentemente tive a necessidade de partilhar documentos com outros através da Internet. Lembrei-me de dois seriços: Google Docs e Office Live.

Google Docs foi o precursor desta tendência. Permite carregar documentos MS Office (compatíveis até a versão 2003?) ou OpenOffice. Para além disso é possível criar e trabalhar os documentos directamente via a interface Web.

Nem tudo podia ser bom, e as imagens e gráficos criados nos documentos MS Office não são importados. Por outro lado, os gráficos que poderemos criar via Web, não são transferidos quando descarregarmos os documentos para o nosso computador em formato  MS Office.

O Office Live, da Microsoft, deveria ultrapassar todos esses problemas, afinal são documentos da própria Microsoft, certo? Bom, sim e não.

Na realidade o Office Live permite o arquivo dos documentos, mas não permite a sua edição com uma interface Web. Os documentos podem ser visualizados, mas essa visualização não é uma cópia fiel com toda a formatação do documento, o que parece estranho quando tudo fica em família … Para os editar, os documentos são descarregados para o computador e editados usando a cópia local do MS Office, sendo as alterações sincronizadas remotamente.

No lado positivo, ao menos as imagens e gráficos são preservados.

Como conclusão, temos que os dois serviços permitem carregar e descarregar documentos e partilhá-los com outros utilizadores, embora esses utilizadores têm que ser membros do mesmo serviço que estamos a usar. Se só vamos usar documentos MS Office, faz sentido usar o Office Live. Se precisamos de suportar mais formatos e queremos a conveniência de criar documentos online, podemos usar o Google Docs (mas sacrificando as vantagens do MS Office).

É de lamentar que uma pessoa seja obrigada a escolher entre os dois serviços (a Microsoft poderia fazer um esforço e ser compatível com mais formatos e permitir a edição via Web, enquanto a Google poderia ter melhorado a sua compatibilidade com os documentos MS Office).

Por outro lado, os serviços são grátis, e só precisamos de ter uma conta Live ou Gmail e subscrever o respectivo serviço de documentos.

Eu provavelmente acabarei por usar o Office Live, pois preciso de garantir que gráficos e imagens são preservados nos documentos MS Office e, ainda, os utilizadores com quem irei partilhar documentos são na sua maioria utilizadores do Messenger.